O mindfulness e a desconexão à mesa
- Sandra A. G. Wiecek

- 6 de jun. de 2025
- 2 min de leitura

Isso parece familiar?
Cena: a família reunida à mesa, mas cada membro mergulhado em seu próprio dispositivo eletrônico. Olhos fixos nas telas. Dedos deslizando. Mentes distantes.
O piloto automático acontece silenciosamente. Ele não anuncia sua chegada. Simplesmente pode nos capturar, momento após momento, até que um dia percebemos: será que estamos vivendo lado a lado, mas não exatamente juntos?
Esta frase de Kabat-Zinn nos permite refletir também que esses momentos aparentemente "pequenos" à mesa podem fazer parte, na verdade, da própria essência da nossa conexão familiar.

Quando trocamos olhares por notificações e conversas por rolagens infinitas, o que será que realmente perdemos?
Poderia ser o riso espontâneo de um filho contando seu dia?
Quem sabe seria a oportunidade de perceber a preocupação nos olhos do parceiro?
Seriam talvez as histórias que constroem nossa identidade familiar?
Seria talvez a sensação de pertencimento que surge quando estamos verdadeiramente presentes?
Será que cada refeição desconectada não seria uma página em branco no livro da nossa história familiar?
E se colocássemos os dispositivos de lado e nos permitíssemos estar completamente presentes, conectados e atentos durante uma refeição?
Imagine sentir o aroma da comida, ouvir atentamente cada palavra compartilhada, observar as expressões faciais, saborear não apenas o alimento, mas o momento em si.
A prática de mindfulness nos convida a perceber que a vida acontece no agora, não nas telas, não no passado, não no futuro imaginado, mas neste exato momento.
No primeiro encontro do Programa Qualidade de Vida Baseado em Mindfulness*, o convite é saborear os momentos da vida.
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*Autores: Marcelo B. de Oliveira, Marcio S. Hirayama e Viviam V. de Barros







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